Mario Cravo Neto, l’éblouissance isolée

itauculturalLe renommé institut culturel privé Itaú Cultural – qui dépend de la première banque du pays Itaú – a répertorié le nombre d’expositions des artistes plastiques brésiliens, tous confondus, peintres, graveurs, photographes, à l’extérieur comme sur le territoire national entre 1987 et 2012. Le résultat, diffusé le 15 janvier 2013, montre que le plasticien carioca Waltercio Caldas est le premier avec trois cent quatorze expositions pendant les vingt-cinq dernières années.
Mario Cravo Neto, photographe né et mort (en août 2009) à Bahia, a monté ses cimaises près de deux cents fois sur la période étudiée. Il est le premier artiste de Bahia, en cette prestigieuse classification internationale. Plus qu’une marque significative pour le créateur, cette position éclaire un complet isolement de Bahia sur la carte artistique Brasil, seulement vaincu par la formidable persévérance et expérimentation formelle du photographe.
À noter que seuls trois autres photographes figurent parmi les soixante-quinze premiers : Sebastião Salgado, avec 241 mostras, Miguel Rio Branco, avec 151 expositions et Luiz Braga (114). Nous n’incluons pas, volontairement, A. B. Geiger et Geraldo de Barros qui ne se sont pas seulement dédiés à cet art.

mcnparvicentesampaio1980

M.C.Neto et son Rolleiflex photographié par son ami Vicente Sampaio en 1980 au Pelourinho

– En gras italique, dans la suite du classement, ci-après, figurent les seuls cinq autres artistes, liés à Bahia ou natifs.

26º Beatriz Milhazes – 180
27º Leonilson – 178
28º Tarsila do Amaral – 177
28º Candido Portinari – 177
29º Carlos Vergara – 176
30º Adriana Varejão – 170
31º Antonio Henrique Amaral 167
32º Anna Maria Maiolino – 164
33º José Resende – 162
34º Maria Bonomi – 160
35º Cícero Dias – 159
35º Ademir Martins () – 159
36º Rochelle Costi – 158
37º Guignard – 157
38º Geraldo de Barros – 154
38º Arcangelo Ianelli – 154
39º Claudio Tozzi – 153
39º Jac Leirner – 153
39º Sandra Cinto – 153
40º Franz Weissman – 151
40º Miguel Rio Branco – 151
41º Emmanuel Nassar – 150
42º Albano Afonso – 146
43º Ana Maria Tavares – 141
44º Flávio de Carvalho – 140
45º Manabu Mabe – 139
45º Carlos Scliar – 139
45º José Damasceno – 139
46º Luiz Aquila – 138
46º Marcos Chaves – 138
47º João Câmara – 135
47º Anita Malfatti – 135
48º Evandro Carlos Jardim – 133
48º Efrain Almeida – 133
49º Oswald Goeldi – 131
50º Marcelo Grassman – 130
51º Marcos Coelho Benjamin 129
52º Antonio Manuel – 128
52º Paulo Pasta – 128
53º Iole de Freitas – 127
54º José Roberto Aguilar – 126
54º Luiz Zerbini – 126
55º Ivan Serpa – 123
55º Roberto Magalhães – 123
55º Angelo Venosa – 123
56º Amelia de Toledo – 122
56º Danúbio Gonçalves – 122
56º Carlos Fajardo – 122
57º Aluísio Carvão – 121
58º Ivens Machado – 120
59º Milton Dacosta – 119
60º José Pancetti (†) – 117
60º Niura Bellavinha – 117
61º Victor Brecheret – 116
61º Vicente do Rego Monteiro116
62º Frans Krajcberg – 115
63º Sérgio Camargo – 114
63º Ricardo Basbaum – 114
63º Luiz Braga – 114
64º Renina Katz – 113
65º Caetano de Almeida – 112
65º Cristina Canale – 112
66º Carlos Zilio – 110
66º Wesley Duke Lee – 110
66º Nelson Felix – 110
66º Marco Paulo Rolla – 110
67º Ismael Nery – 109
68º Flavio-Shiró – 108
68º Rubem Valentim (†) – 108
68º Lívio Abramo – 108
69º Fayga Ostrower – 107
69º Abraham Palatnik – 107
69º Luiz Sacilotto – 107
69º Iran do Espírito Santo – 107
70º Dudi Maia Rosa – 106
71º Vicente de Mello – 105
72º Barrão – 103
72º Edgard de Souza – 103
73º Rubem Grilo – 102
73º Ivald Granato – 102
73º Paulo Whitaker – 102
74º Emanoel Araujo – 101

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1 réponse

  1. folha de sao paulo dit :

    01/02/2013 – 03h05
    Justiça recupera pinturas de Alfredo Volpi estimadas em quase R$ 16 milhões
    FABIO CYPRIANO – CRÍTICO DA FOLHA
    A Justiça do Estado de São Paulo apreendeu nove telas e cerca de 3.000 gravuras do pintor brasileiro Alfredo Volpi (1896-1988), avaliadas em cerca de R$ 15 milhões, e deve determinar que as obras sejam leiloadas.
    As telas, avaliadas em R$ 11,9 milhões, e as gravuras, estimadas em R$ 3 milhões, teriam sido omitidas do inventário do artista por uma de suas filhas, Eugênia Maria Volpi Pinto, gerando disputa entre herdeiros.
    Em dezembro passado, a juíza Vivian Wipfli, titular da 8ª Vara da Família e Sucessões de São Paulo, autorizou o mandado de busca e apreensão das obras nas casas de netas do artista: Mônica Volpi e Patrícia Volpi Penteado, ambas filhas de Eugênia.
    As telas mais valiosas foram encontradas na residência de Mônica, no Cambuci, região central de São Paulo, onde o pintor viveu e produziu boa parte de sua obra.
    Entre elas estão “Nu de Judite” (estimada em R$ 5 milhões) e “Retrato de Hilde Weber” (R$ 4 milhões), consideradas obras primas de Volpi em sua fase figurativa (veja imagens abaixo).
    Lá foram localizadas ainda outras duas pinturas e 3.000 gravuras. Na casa de Patrícia, havia uma pintura.
    Outras obras agora em poder da Justiça foram entregues espontaneamente por seus atuais proprietários, o marchand Carlos Dale e o colecionador Ladi Biezus.
    Elas foram mantidas com seus atuais proprietários, agora classificados como “fiéis depositários”, até que a Justiça determine uma data para o leilão das obras.
    As gravuras, contudo, foram confiscadas e estão passando por avaliação técnica.
    “O estado das gravuras é irregular. Há várias em péssimas condições”, disse à Folha o advogado Guilherme Sant’Anna, nomeado em 2010 pela Justiça como inventariante de Volpi no lugar de Eugênia. O motivo da destituição da filha do artista foi, segundo Sant’Anna, o fato de Eugênia agir “como se fosse herdeira única”.
    A nomeação de um inventariante pela Justiça é um procedimento comum quando há disputa entre herdeiros. Cabe a ele reunir tudo o que o espólio possui e realizar a partilha entre as partes.
    No caso de Volpi, parte da disputa ocorre em torno de 47 obras que estariam desaparecidas. “Em 1993, Eugênia organizou um leilão de três pinturas de Volpi, mas sabia-se que o pintor havia deixado 50 obras”, conta o advogado Sidney Maccariello, que representa Djanira, filha do artista que não teria recebido nada do espólio até hoje.
    Os advogados de Eugênia contestam que não houve partilha.
    As nove obras agora localizadas fariam parte desse grupo de 47. As 38 obras restantes deixadas por Volpi permanecem desaparecidas.
    O caso tem ainda um agravante: em 2008, Patrícia, neta do artista, comunicou à polícia que 25 pinturas de Volpi guardadas na casa de seus sogros teriam sido furtadas.
    Quatro dessas obras apontadas pela neta de Volpi como furtadas estão entre aquelas entregues espontaneamente à Justiça por terceiros.
    Segundo o marchand Carlos Dale, que entregou três dessas telas à Justiça, as obras estavam no mercado anos antes da comunicação do furto, conforme documentos que apresentou.
    Biezus, que devolveu outra dessas telas, apresentou nota de sua compra assinada por Eugênia em 2004. O documento foi apresentado ao Ministério Público e Patrícia pode ser processada por falsa comunicação de crime.
    —–
    01/02/2013 – 03h05
    Para advogados, filha e neta de Volpi têm posse de obras
    Segundo o advogado Orlando Maluf Haddad, que representa Eugênia Maria Volpi Pinto, filha de Volpi, a pintura localizada pela Justiça na casa de Patrícia Volpi Penteado, neta do artista, pertence a ela e não poderia ter sido confiscada. Segundo ele, “foi um presente do avô quando ela tinha oito anos”.
    Justiça recupera pinturas de Alfredo Volpi estimadas em quase R$ 16 milhões
    Em recurso, herdeira de Volpi pede à Justiça devolução de tela
    O advogado admite, no entanto, que Patrícia não declarava a posse da tela em seu imposto de renda.
    Quanto às 25 obras que teriam sido furtadas da casa dos sogros de Patrícia, elas pertenceriam todas a Eugênia, sua mãe, segundo outra advogada que a representa, Claudia Rinaldo.
    “Todas as obras do Volpi que ficaram em sua casa após a morte foram deixadas para a Eugênia. Isso ela tem documentado e tem como comprovar”, afirma Rinaldo. Ainda segundo ela, houve partilha de imóveis entre os herdeiros.
    No testamento público de Alfredo Volpi, no entanto, consta que “os quadros e objetos de arte a que não tenha dado destinação específica em vida e que ainda restarem quando de sua morte comporão o monte-mor”.
    Monte-mor é o valor bruto de uma herança.
    Rinaldo afirma não ter “autorização para apresentar o documento que comprova a posse de Eugênia porque o inventário corre em sigilo”.
    Segundo o inventariante nomeado pela Justiça, Guilherme Sant’Anna, o processo não está sob segredo de Justiça e o documento que comprovaria a posse de Eugênia das obras não foi apresentado em juízo.
    Volpi teve outros dois filhos, além de Eugênia e Djanira: Alfredo Charles Volpi, já morto, e Paulo Roberto Volpi, que está desaparecido. Segundo o advogado de Djanira, Sidney Maccariello, “Charles nunca recebeu nada e morreu na miséria”.
    Procurada pela Folha, Mônica Volpi, com quem foram encontradas as obras mais valiosas, disse: “Apenas moro na casa e não quero falar sobre o assunto”.
    ——
    01/02/2013 – 03h05
    Em recurso, herdeira de Volpi pede à Justiça devolução de tela
    Uma das nove pinturas que hoje estão em poder da Justiça, uma tela com bandeirinhas e mastros, é agora objeto de um recurso apresentado no último dia 24 pelos advogados Orlando Maluf Haddad e Claudia Rinaldo, que representam Eugênia Maria Volpi Pinto, filha do pintor Alfredo Volpi.
    O recurso, registrado na 8ª Vara do Fórum Civil de São Paulo, pede que esta tela seja entregue a Eugênia.
    “A tela é de sua propriedade”, diz o advogado Orlando Maluf Haddad.
    No ano passado, a polícia recebeu uma denúncia de que esta obra estaria com o marchand Carlos Dale, que informou aos investigadores ter vendido a pintura ao ex-senador Luiz Estevão (PMDB), condenado a 36 anos de prisão por superfaturar a construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
    No ano passado, o ex-senador se apresentou à polícia e informou que a obra não estava com ele.
    Dale, então, admitiu que esta obra, além de outras duas telas de Volpi, estavam em seu poder.
    “Adquiri esta obra em 27 de maio de 2006, portanto, dois anos antes do suposto furto denunciado pela neta do pintor. Como poderia esta tela estar, em 2007, na casa da sogra de Patrícia Volpi?”, questionou à Folha.
    Carlos Dale, proprietário da galeria Almeida e Dale, em São Paulo, devolveu as três telas de Volpi à Justiça em outubro do ano passado.

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